21 de fevereiro de 2011
25 de janeiro de 2011
O verbo apegar

15 de janeiro de 2011
Onde estás?
Sinto saudades do teu sorriso, do calor do teu abraço, das nossas parvoíces, das noites tão felizes . . . saudades tuas.
Já passaram sete meses desde que . . . desde que voaste das nossas vidas. Sete meses que parecem sete anos, e ainda sinto o teu perfume, o teu riso no ar.
A vida não é justa e, por vezes, ainda não quero acreditar.
Ficam, para sempre, os bons momentos porque para a tristeza não fazia parte do teu vocabulário. Em todos os lugares comuns ficou um pedacinho de ti, da tua história tão prematuramente acabada.
A nós resta-nos acreditar que está num sítio melhor, sorrir ao relembrar tantas histórias e manter a amizade que nos une.
Acredito agora que és uma estrela linda e brilhante que sempre nos guiará.
Para ti M., um abraço daqueles apertados e conta sempre com o meu ombro e apoio em tudo o que possa ajudar.
Para todos nós, que a amizade ajude a minimizar a dor.
Para ti N., fazes-me falta . . . não consigo transmitir por palavras o que sinto, nem tudo o que foste.
Estarás sempre presente!
29 de maio de 2010
21 de novembro de 2009
The game
Porque hoje, agora, me sinto assim. Porque gostava de conseguir parar o relógio. Só queria algumas horas, dias, semanas . . . Fugir, respirar, chorar, bater, gritar e aceitar.E depois, depois regressar, ser capaz de partilhar a vossa felicidade, apenas estar de corpo e alma.
Rewind . . .
Tudo o que já tive, todos os que partiram, todos os que expulsei . . . não passam, agora, de fantasmas. Os lençóis ficam frios, o perfume, esse, a memória insiste em guardar.
Forward . . .
O futuro, a felicidade por ele passará . . . o sonho, a ilusão, fugir da realidade. Quero acreditar mas não consigo, quero ficar mas não posso, quero mas não devo . . .
Stop . . .
A realidade . . . Coloca a máscara, sorri. Partilha a felicidade dos que estão em "encruzilhadas", sorri com eles, chora com eles, está para eles. A vida tem tanto para oferecer, tanto que uma vida só não chega.
Let´s pretend . . . Sorri e sê feliz. Continuo a precisar do teu colo, e resta tão pouco tempo . . . consigo ouvir o relógio que não pára.
Play . . .
10 de novembro de 2009
Acordei com o toque suave de um beijo
"Sou a estrela do mar só a ele obedeço
Não sei se era maior o desejo ou o espanto
Em silêncio trocámos segredos e abraços
"Estrela do mar
15 de agosto de 2009
Nunca pretendi ser senão um sonhador. A quem me falou de viver nunca prestei atenção. Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser. Tudo o que não é meu, por baixo que seja, teve sempre poesia para mim. Nunca amei senão coisa nenhuma. Nunca desejei senão o que nem podia imaginar. À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse. Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas minhas próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraiu, e os aquedutos que se esfumam — quase na distância das minhas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de sonho em relação às outras partes de paisagem — uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar."
14 de agosto de 2009
13 de agosto de 2009
Tenho tanto para dizer, para te dizer...tanto para mostrar, para te mostrar...fica sempre tanto por dizer.
Saudade...a saudade pode ser tão dissimulada quando deixa a mágoa das recordações felizes, aquelas que ficaram suspensas no passado. Perco-me nos labirintos das memórias, evoco as mais perfeitas lembranças...o teu cheiro, o contorno dos lábios, o riso, a respiração, as conversas...a saudade torna tudo tão perfeito.
Vejo-te no meio da multidão mesmo sabendo que não estás...Coisas banais como uma garrafa de cerveja na estrada fazem-me lembrar de ti, das nossas histórias, das nossas brincadeiras.
Como se apagam as memórias felizes que sabemos que não podemos voltar a ter?
Como esquecemos que fomos felizes?
Como?
Talvez, quando voltares, me possas responder a estas e a tantas outras perguntas...
Está a ser mais difícil do que imaginei...queria tanto sentir o teu abraço!
Volta depressa, traz as memórias felizes e os momentos bons...volta e promete-me que não foi um erro...
24 de junho de 2009
Mudança
"Há duas características principais entre o vencedor e o perdedor. O perdedor faz o difícil parecer impossível, e o vencedor faz o impossível ser apenas difícil porém realizável." (Autor desconhecido)
8 de junho de 2009
Há bocado fez amor sem realmente o fazer. Deixou-se estar quieta enquanto ele a abraçou, lhe acariciou os seios e depois, devagar, lhe escalou o corpo com beijos e um pénis estranhamente erecto. Com o tempo os beijos dele foram perdendo o sabor, pensou ela enquanto contava os traços de luz desenhados na parede. Ele veio-se...e depois foi-se, engolido pela prescrição que o obriga a ir trabalhar todos os dias às nove da manhã.
Enfraquecida, a luz vai morrendo devagar na parede do quarto depois de ter passado pelos buracos da persiana. Era tão bom que o dia de hoje pudesse ser diferente dos outros. Mas não é, e depois desta contemplação da morte natural dos raios de Sol, o dia dela não será muito diferente de uma receita médica qualquer que manda tomar medicamentos a horas exactas.
Há uma normalidade nesta vida que não pode ser normal. É a normalidade de casar, ter filhos, comprar uma casa e talvez um carro sem haver um depois. É como se esse fosse o último estágio da vida e, talvez por isso, ela tenha sorrido tanto no dia em que se casou. Eram os últimos sorrisos. Depois as conversas embriagadas de amor transformaram-se em discussões sobre a conta em que deve cair a factura da luz e do gás, o sonho de ter filhos transformou-se numa prisão cheia de fraldas sujas e choros de bebé a meio da noite e, por fim, os quarenta e tal canais por cabo substituíram as longas noites passadas com os amigos.
---
Ele já chegou ao escritório mas ainda não ligou o computador. Não consegue deixar de pensar na mulher que lá fora, enquanto o semáforo para peões estava vermelho, olhou para ele do outro lado da rua. Depois cruzaram-se na passadeira e sorriram um ao outro, ela com um brilho nos olhos de amêndoa e ele com timidez. E por falar em passadeira, foda-se, a vida não tem sido mais do que isso: uma passadeira entre duas margens: a da casa e a do emprego. Tudo o resto é passagem. Tudo o resto é paisagem.
Ela já aqueceu o leite do miúdo no microondas durante doze segundos na potência máxima, já lavou os lençóis onde ele mijou mais uma vez durante a noite. Já os pôs a secar e já tirou do frigorífico a carne para descongelar até à hora do jantar. Só ainda não se ligou a ela mesma. Não consegue deixar de pensar em como a sua vida se transformou apenas numa margem: a da casa, e tudo o resto está na outra margem tão distante.
---
Os insectos povoam os candeeiros redondos da rua em órbitas incertas. Incerta é também a noite mas, pela primeira vez, isso sabe-lhes bem. Ele telefonou e inventou uma desculpa qualquer para não ir jantar a casa, ela ganhou coragem e deixou o filho na vizinha. Talvez daqui a pouco se cruzem numa passadeira qualquer e sorriam um para o outro como já não se lembram de o fazer. Talvez até percebem que têm vivido em margens opostas. Talvez...entretanto, a carne em cima da bancada da cozinha já está descongelada e esquecida. »
2 de junho de 2009
E quando?
Quando a vontade de acordar e sair da cama desaparece?
Quando sorrir se torna difícil?
E quando só queremos fugir, desaparecer uns tempos, mesmo sabendo que quando voltarmos os pesadelos e medos continuam a assombrar-nos?
Quando as lágrimas já secaram e a frustração se apoderou do nosso corpo?
Quando queremos ser felizes mas não sabemos como ou o que fazer?
E quando a solidão se torna tão insuportável que ameaça levar ao desespero?
Quando queremos exteriorizar os sentimentos e não conseguimos?
Quando a máscara se torna tão perfeita que já não sabemos distinguir o que é real?
E quando já nem sabemos onde encaixamos na nossa própria vida?
E quando um simples abraço é suficiente?
E quando?
"Hoje eu estou mesmo assim, com uma carência sem fim."
1 de junho de 2009
O tango
O sítio estava cheio, a escuridão era quase total e, o barulho insuportável...mas, eles encontraram-se.
A criatura, postura discreta, de olhar sereno e lábios vermelhos luxúria.
A pessoa, de olhar misterioso e porte altivo, os lábios a expirar desejo.
Sem promessas, existem tantas noites para eles...
Um beijo pessoa
17 de maio de 2009
One Art
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster. "
Elizabeth Bishop
21 de abril de 2009
Porque somos aquilo que nos rodeia, aprendemos a fazer da vida aquilo que os outros fazem e a esperar do futuro o que os outros esperam.
E se não soubermos que existe algo diferente, que existem outras pessoas vivendo outras vidas, noutras paragens, com cenários diferentes, cheiros, gemidos, risos e tudo o resto diferente, então não podemos imaginar a realidade e o mundo apenas é aquilo que nos cerca e nada mais.
É possível viver sem viver.
Ali ninguém tinha sonhos, ou talvez os tivesse, mas quais eram?
Vivera sem viver todos os dias que ali estivera. "
Luísa Castel-Branco in
"Alma e os mistérios da vida"
8 de abril de 2009
As pequenas coisas

5 de abril de 2009
Out of my league (I love her)
that just simply take me away
and the feeling that I'm falling further in love
makes me shiver but in a good way
all the times I have sat and stared
as she thoughtfully thumbs through her hair
and she purses her lips, bats her eyes as she plays,
with me sitting there slack-jawed and nothing to say
cause I love her with all that I am
and my voice shakes along with my hands
cause she's all that I see and she's all that I need
and I'm out of my league once again
It's a masterful melody when she calls out my name to me
as the world spins around her she laughs, rolls her eyes
and Ifeel like I'm falling but It's no surprise
cause I love her with all that I am
and my voice shakes along with my hands
cause It's frightening to be swimming in this strange sea
but I'd rather be here than on land
yes she's all that I see and she's all that I need
and I'm out of my league once again
It's her hair and her eyes today
that just simply take me away
and the feeling that I´m falling further in love
makes me shiver but in a good way
all the times I have sat and stared
as she thoughtfully thumbs through her hair
and she purses her lips, bats her eyes as she plays,
with me sitting there slack-jawed and nothing to say
cause I love her with all that I am
and my voice shakes along with my hands
cause it's frightening to be swimming in this strange sea
but I'd rather be here than on land
yes she's all that I see and she's all that I need
and I'm out of my league once again "
Ben Harper
Uma música simplesmente fantástica!!
Inês obrigado pela dica.
23 de março de 2009
O quarto
7 de março de 2009
Quem me leva os meus fantasmas?
24 de fevereiro de 2009
Estou cansada, triste, desiludida e magoada. Quando decido não baixar os braços, quando decido lutar, quando me decido pelas segundas oportunidades, fico submersa em mentiras. . .
Estou cansada, estou tão cansada habibi. . .
Já nada faz sentido mas percebo agora o que fui e o que sou para ti, na tua vida. Percebo agora que, para mim, serás sempre o que eu quiser porque nunca te conheci, apenas te idealizei.
Quero esconder-me do mundo, fechar-me na minha concha a lamber as minhas feridas mas, nem isso me é permido agora. Resta-me, apenas, colocar a máscara e sair. . .
Estou tão cansada, só queria fechar os olhos um bocadinho.
Só queria fingir que não vi, que não ouvi, que não senti, que não toquei. Só queria acreditar que não o fazes com intenção. . . Só queria acreditar. . .
Só queria que não magoasse tanto, só queria que respeitasses a distância, só queria que me dessem o meu tempo.
Só queria que fosses quem não és e quem nunca serás.
A vida é feita de escolhas e eu só quero puder escolher.
Estou cansada, estou tão cansada. . .
Está na altura de me deixares voar, as asas estão a ficar fracas e esta é a altura de me deixares partir. "Take it all or leave me alone". Preciso de voar. . .
Preciso de ver o sol e as flores, o mar e as ondas, preciso de esquecer o mundo das sombras a que me habituaste e que durante tanto tempo foi a minha única realidade.
Estou tão cansada, acho que vou descansar agora. . . só preciso de uns minutos. . .
